Quem sou eu

Minha foto
Insanabile cacoëthes scribendi.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ele sempre foi tudo, porque ele nunca foi nada. E em tudo que ele ia sendo, ele não queria ser nada. Ele queria ser ele. Ele queria ser nada. 

Em tudo que ele pode ser, seja a ou b, ele não será, pois ele não é nada, logo não será nem a nem b. Ele é nada. 

Eu posso ser o que eu quiser, justamente por não poder ser o que eu quero. Creio que nem nada eu posso ser. 

O não poder, me da um poder fabuloso, e cada vez mais me remete ao não poder imensurável, que é até então, pra mim, a única verdade perfeita. 

Eu posso ser o que eu quiser. Fazer o que o meu ser sendo me permite fazer sendo. Mas eu não posso ser culpado de nada. Pois o que eu quero é ser nada. Nada mais do que o que estou sendo. Não posso ser culpado, pois posso não estar sendo nada agora. E não estou, pois não posso ser nada, logo, não posso ser eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário