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Insanabile cacoëthes scribendi.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A vontade

Vontade de sair escrevendo
Vendo, revendo, vendo, e revendo,
Meu conhecimento, meus bens,
Vendo revendo, alugo, seus bens,
Seus porens, tambens,

Vontade de criativisar a criatividade criada por um momento criativo
Momento carnificivo, carnificina em minhas ideias de um sensor perceptivo
Tipo um preservativo,
Anti concapcao do real,
Ante e contravencao do carnal,
Distúrbio mental,
Vontade imortal, num corpo mortal.
Num plano global, ditado ao visual,
Ideias  malignas, boas, ideias atoas,

Vontade de sair e escrever
E voltar e ler,
Pensar e rever,
Comprar e revender

Na verdade a vontade e de montar um comercio,
De assembleiar um exercito,
Para praticar um exercício,
O vicio,
De poder da vida ao ilícito
De deixar de ser lúcido,
Usar astucia,
Vender a dúzia,
De ideias inusitas, inusitadas,
Minuncias trocadas, representadas, pelo meu melhor valor de troca

A ideia,
O dinheiro não mede ninguém
E a ideia não se pede a ninguém
Ideia vem
Dinheiro vem e volta
O dinheiro também prende o mundo
A ideia o solta

Re vira a revolta
E descobre que a sua volta
A revolta
Se revolta e sua volta

O mundo perde o sentido
Vontade de escrever
O que não foi nem vivido, mas esquecido
Não foi lido, achado ou perdido.
Assado, frito, ate digerido.

Vontade de escrever, de morrer, de reviver,
Re vira vida, revirar o viver.

Essa e a vontade.
Exercito de insanos marchamos e passamos em sua cidade.
Um exercito covarde.
Antes mesmo de voce ver, ja estamos em atividade
Papel caneta, lapis, e hombidade, criatividade.

Vontade de te mostrar que a vida nao e so a vida em sociedade
Ja e tarde
Acordaras tarde
Ou dormiras em alarde.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Conversa comigo

De onde eu sou
De onde eu venho,
Onde eu nasci
Não lembro, desdenho e nem me empenho
Só venho e estou aqui

Depois outros virão
É a lei do tempo
A mais dolorosa, a mais assombrosa,
A menos amistosa, a cor preta, não rosa
A borboleta que não se entrosa
A vaca leiteira, e não a mimosa

A flor que enfeita, deixa de ser charmosa
A cobra suspeita de sua saliva venenosa
A mente que aceita a seita de ser uma mente amistosa

O inicio de um poema, que não leva a um ponto
Mas leva aos pontos dos pontos da vidraça lustrosa
O espelho que reflete algo que o ego goza

Indigente, sem parâmetro vejo em mim um termômetro
Que tenho o que todos tem
Mas tenho o que ninguém tem
Tenho o eu, tenho eu mesmo, tenho a mim,
Fora isso ninguém

Se todos soubessem, ou procurassem saber
De onde vieram, e onde vão morrer
Se todos pusessem sua vida em risco
Para descobrir a origem, da margem de risco
Do fogo e do cisco
Da faísca que fiasco, e do cisto que me mantém artístico

O mundo seria mais louco ainda
Seria uma vida triste, em uma filosofia Linda,
Pois o mundo anda,
Nos prega pessa, nos passa uma banda
E não vemos a banda de Chico Buarque de Holanda passar
Pois a vida passa, como se fosse uma fumaça,
Que a chama não deixamos apagar

Vim de saturno
Vim de cosmo
Vim de navio,
Vim com um amigo intimo e lógico
E a emotividade de um filho prodigo
Cronológico encontro ao inicio do sacrifício de praticar esse vicio
Não sei de onde vim, nem para onde vou,
Mas sei que a vida e difícil

Eu sou tudo, eu sou nada
Eu sou, o importante e que sou
Se nada for
Não interessa de onde eu vim,
E nem interessa o lugar que eu for
Eu vim do núcleo da terra, que enterra o amor
Que na Guerra se inerna, causando o fugor

Eu sou da paz
La de tras
Eu sou fugas
Nao sei de onde vim ou vou,
Mas me mantenho vido,
E aqui estou.