De onde eu sou
De onde eu venho,
Onde eu nasci
Não lembro, desdenho e nem me empenho
Só venho e estou aqui
Depois outros virão
É a lei do tempo
A mais dolorosa, a mais assombrosa,
A menos amistosa, a cor preta, não rosa
A borboleta que não se entrosa
A vaca leiteira, e não a mimosa
A flor que enfeita, deixa de ser charmosa
A cobra suspeita de sua saliva venenosa
A mente que aceita a seita de ser uma mente amistosa
O inicio de um poema, que não leva a um ponto
Mas leva aos pontos dos pontos da vidraça lustrosa
O espelho que reflete algo que o ego goza
Indigente, sem parâmetro vejo em mim um termômetro
Que tenho o que todos tem
Mas tenho o que ninguém tem
Tenho o eu, tenho eu mesmo, tenho a mim,
Fora isso ninguém
Se todos soubessem, ou procurassem saber
De onde vieram, e onde vão morrer
Se todos pusessem sua vida em risco
Para descobrir a origem, da margem de risco
Do fogo e do cisco
Da faísca que fiasco, e do cisto que me mantém artístico
O mundo seria mais louco ainda
Seria uma vida triste, em uma filosofia Linda,
Pois o mundo anda,
Nos prega pessa, nos passa uma banda
E não vemos a banda de Chico Buarque de Holanda passar
Pois a vida passa, como se fosse uma fumaça,
Que a chama não deixamos apagar
Vim de saturno
Vim de cosmo
Vim de navio,
Vim com um amigo intimo e lógico
E a emotividade de um filho prodigo
Cronológico encontro ao inicio do sacrifício de praticar esse vicio
Não sei de onde vim, nem para onde vou,
Mas sei que a vida e difícil
Eu sou tudo, eu sou nada
Eu sou, o importante e que sou
Se nada for
Não interessa de onde eu vim,
E nem interessa o lugar que eu for
Eu vim do núcleo da terra, que enterra o amor
Que na Guerra se inerna, causando o fugor
Eu sou da paz
La de tras
Eu sou fugas
Nao sei de onde vim ou vou,
Mas me mantenho vido,
E aqui estou.
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