Poema: Sabonete.
Por: Frederico Sabino Squizo.
Quanto mais leve,
esse toque
nesse banho que me estiga...
No sabonete que delisa
sobre a cor da pele...
ouse, me atropele...
Pois me afogo e seu imenso olhar molhado...
escorre rios, e sobre o seu
ombro molhado
eu quero me banhar...
Meu pulmão que já aperta
e minha pele fica...
a flor...
aroma do sabonete,
sobre nossa banheira
aqui estou....
Num banho tão bom,
sentindo a chuva do choveiro
escorre pelo chão..
do ralo, da parede, ou no box, suo...
Flutuo limpando a alma,
e como flutuo...
Andando sobre as águas,
pois contigo estou,
corrente já passou...
Agora é arrumar,
levar,
tudo que agora foi,
para de baixo dos lençóis...
seus caracois...
nós dois a sós.
S.O.S.!!!
Embaraçados entre nós.
Daqui a pouco será necessário tomar outro banho...
Do sabonete do aroma de flores,
onde limpo a alma...
E seus amores ganho...