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Insanabile cacoëthes scribendi.

sábado, 30 de julho de 2011

A dor é tanta, não percebida, não entendida, não encontrada, nem entendível.
A cada encontro de informações com o ítimo, informações que este não está preparado.

A cada choro, a cada transporte para outra dimensão;
A cada momento que tudo ao redor não passa de gravura. Paralizada.
Como se os sentidos se expandissem ao extremo,
e a vida das coisas demais se tornasse apenas o segundo plano.
Longe. Afastado. Esquecido. Deslocado.

São nos arrepios do pescoço, do ombro.
Na latência de uma força explicadora daquilo que se forma mediante ao nada.
Forma-se e elabora-se coerente e unicamente verdadeiro.
Linka-se o novo, ao velho, ao sentimento, ao meterial, a memória, aos sonhos, a tudo.

Não se sente nada. Essa é a grande verdade.
E nesse momento, é palpável a verdade.
É alí que a verdade mora.
É alí que a verdade se esconde.

O eu morre. Eu vivo.
Alí é perfeito. Alí mora a perfeição.

Desmebrado e desincronizado. Sem ligação. Sem lógica. Sem ragra. Sem nada.
Perfeitamente canalizando todo o emaranhado de todas as pontadas, todos os carinhos, tudo que ja me foi visto, sentido, aprendido, experimentado, para um só ponto.
A transição é perfeita. É como um fechar de olhos, e na abertura dos mesmos, o universo estivesse mudado sua dimensão.


Não estou mais neste lugar,
logo me afastei.
Hoje consigo olhar para lá.
Hoje sei o sabor do que não se explica.

O estalo iminente é o potencializador - digamos o teletrasnporte - para lá.
O ultimo fôlego, antes do fechar e abrir de olhos, é como se fosse o ultimo.
 Lá não existe nada. Lá existe tudo.
Lá não há respiração. Não há corrente sanguínia. Lá a verdade me faz o ser supremo.
Lá nem um pulo de um penhasco pode me fazer mal.
Lá eu controlo. Lá eu sou conrtolado.

É onde há a projeção do fechamento perfeito, e homeostático do fim do sofrimento. Da paz eterna. Da paz verdadeira.

Eu estive lá. Eu andei lá. Eu senti como é estar lá.
Eu fiquei lá. Eu fiquei preso lá. Eu quis ir pra lá.
Eu precisei ir pra lá. Era inconsiente a minha transição. E eu não me deixei ver que estava indo lá.

Hoje podendo falar sobre este lugar eu digo.
Eu sinto falta de lá. Eu amei conhecer lá. E graças a Deus, eu voltei, e ressurgi.
Eu não quero mais ir lá. Estou aprendendo a não mais ir lá.
O que está lá, eu trouxe de volta comigo.
E foi somente lá, que eu descobri a mim mesmo.

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