Mas será mesmo que já deixei de ser criança?
Em certo ponto, vejo por atitudes, decisões e complexidades, que me distancio da infantilidade, do infantil, da simplicidade que havia em mim. O comodismo em um e outro, deixa de ser satisfatório, da lugar a uma inquietação de respostas e perguntas, e análises, e sínteses. Maturidade, responsabilidade, influência, desejo, controle... Começo a perceber uma nova fase. Um novo estilo, critica, uma imparcialidade parcial. Adulto.
Mas será mesmo que já deixei de ser criança?
A busca à serenidade aguça os campos mais distintos. A seriedade toma conta, e rege a competência em situações adversas. A repressão faz mais sentido, devido a aceitação convencional dos cidadãos. E as vontades? E os sonhos? E os desejos, birras, pirraças, choros, e fatalmente outras sucintas formas de reencontro, que mesmo por um momento breve, até reprimido, me remetem ao menino irresponsável, descontrolado, “revoltado”, como isso se explica?
Bom... Explicação ainda não encontrei. Ao mesmo tempo que percebo que nem estas questões (outras sucintas formas de reencontro) são encontradas. O “homem” com “h” minúsculo, é o homem social. O homem modelo. O padrão. Este por sua vez, repele tais deflagrações de um resquício de “molecagem”. Deflagrações de um não preparo para o social, e por isto, isso passa a ser revogado, prorrogado, maquiado... E as vezes, o prazo de acerto de contas, já é tarde de mais.
Mas será que devo mesmo deixar de ser criança?
Quem foi que me disse que devo ser esse homem robusto, exímio, e eminente, de acordo com as normas triviais e universais deste mundo, e realidade em que vivemos? Por que deveria eu, que ao nascer, e fazer minha primeira troca de oxigênio, momento em que sou um Homem, plenamente e somente, com “h” Maiúsculo, abrir mão da minha natureza primária e única, para me tornar um repressor da mesma?
Será que estas indagações que aqui faço, são um transparecer de um homem? De uma criança? De um Homem? Tendo em vista tudo que foi dito, chego a uma conclusão breve, que como todas as minhas, serão sempre elaboradas ao longo da vivência: Penso que seria um Homem (“h” Maiúsculo), que não abre mão de ser uma criança, e que como toda criança, tem um medo referente a uma má aceitação de determinado aspecto: Tenho medo, morro de medo, de me tornar um homem (com “h” minúsculo).
Sendo assim. Não faço mais indagações, postergações, análises, e nada. Deixo claro que a minha vivência é somente a minha. Não quis por meio deste relato, causar valoração de bom ou ruim, certo ou errado. Cada um é o que é. Basta cada um saber o que é em sí mesmo.
Por não tecer mais nenhuma exclamação propedêutica na ementa que trago aqui, faço uma outra indagação, fora do campo conversado. O que você é? O que você pensa? O que você reprime, descarta, considera, valoriza, desrespeita? Só isto que deixo, e passo a minha simples visão, de uma criança que sonha, e que quero ser feliz com seus sonhos, tendo dinheiro para comer, e para bancar colégio, roupa aos meus filhos.
Bom.., Vou me retirar, pois não tenho tempo para textos bobos e alusivos, sem sentido como este. Sou um homem muito ocupado, não perco meu tempo com tais reflexões.
=P
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