Não é porque eu não ouvi muitos RAPers que eu não faço RAP.
Não é porque eu não conheço profundamente versos clássicos, que meu rap não vai ser RAP.
O que eu faço eu me identifico. No meu rap eu me multiplico.
Posso tomar como referência o que eu quiser. é o meu rap.
Posso não ter escutado coletânias,
posso fazer rap relembrando as guerras, as colônias.
O RAP não depende de uma estrutura fechada.
Posso fazer rap com o olho fechado, que a minha PAZ é encontrada.
Vejo muitos julgarem o rap, e tomarem como parametro o conhecimento de um cantor nato,
Posso fazer RAP morando longe, dentro do mato.
La tem arvore, eu carrom que eu bato,
la tem fogo, e eu planto o mato no mato.
Rap não é padrão, não é conhecimento, é imaginação!
Eu, minha espora, filhos e filhas, fazendo uma cantiga, um RAP, canção.
Não é por isso e isso e isso e aquilo,
os meios justificam os fins e o fim.
Faço rap em um hospício, onde só darão caneta e papel pra mim.
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